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Dona Flor traduz universo de Jorge Amado
Um clássico da literatura em Ribeirão Preto

Dona Flor e seus Dois Maridos
Convidar os amigos para assistir à peça Dona Flor e seus Dois Maridos pode não parecer muito empolgante. Sua história é conhecida, afinal o livro é um clássico. O filme, dirigido por Bruno Barreto em 1976, é simplesmente o mais visto da história do pais. Uma minissérie foi produzida para tevê na década de 90.
Primeiramente, não tem jeito: cinema e teatro tem linguagens totalmente diferentes. A história é narrada de maneira similar, as situações e as personagens principais estão ali, mas o palco emana um encantamento próprio. Como disse Paulo Autran, se o cinema é a arte do diretor, o teatro é a arte do ator. São eles que fazem a diferença, junto com o vigor do texto de Jorge Amado.
Aliás, a adaptação do livro, escrita por Pedro Vasconcelos e Marcelo Faria, acerta ao salientar o humor do autor baiano, presente nas situações e principalmente no linguajar escrachado das personagens. Aposto que você vai aprender um ou dois novos palavrões. O que nesse caso, antes de ser ofensivo, é muito engraçado.
Entretanto, e se os seus amigos não leram o livro, não assistiram à minissérie, nem ao filme? Não gaste saliva, diga apenas que é uma boa comédia, e que se ele não rirem em nenhum momento, você paga seus ingressos. Para os mais recatados e os mais assanhados um aviso. A peça contém cenas de nudez. O ator Marcelo Faria passa boa parte do espetáculo da maneira que veio ao mundo, e a atriz Fernanda Paes Leme também deixa de usar algumas roupas íntimas. Tudo a ver com a montagem e com o texto de Amado.
É a primeira vez que o livro aterriza nos palcos. O cenário é simples e funcional, com tecidos remetendo às casas coloridas do centro histórico de Salvador. A música passeia por todo o espetáculo e com ela se inicia: em uma quarta-feira de cinzas, Vadinho, um boêmio incorrigível, cai entre os foliões e morre. No funeral, Flor, sua mulher fiel, lembra das bebedeiras, das amantes, do vício na jogatina do marido que ela, apesar tudo, amava.
Viúva há quase um ano, Flor conhece o farmacêutico Teodoro e com ele se casa. Extremamente cerimonioso e regrado, ele é o oposto de Vadinho. Na verdade eles se complementam. Teodoro lhe oferece uma vida de esposa e dona de casa segura e pacífica, mas não sacia os desejos de Flor sob os lençóis, o que Vadinho atendia completamente. Quando o espírito de seu primeiro marido surge, tentando seduzi-la, brota em Flor o conflito entre o prazer e vida recatada.
A peça fica em cartaz de 26 a 28 de março no Teatro Pedro II. Às 19h e 21h.
Ingressos: R$ 40 inteira e R$ 20 meia.
- Título: Dona Flor e seus Dois Maridos
- Diretor: Pedro Vasconcelos
- Elenco: Fernanda Paes Leme, Marcelo Faria, Duda Ribeiro, Ana Paula Bouzas, Marcello Gonçalves, Elvira Helena
- Sinopse: Viúva, Flor conhece o farmacêutico Teodoro e com ele se casa. Cerimonioso, ele é o oposto de de seu ex-marido, o boêmio Vadinho. Quando o espírito de seu primeiro marido surge, tentando seduzi-la, o conflito entre o prazer e vida recatada confunde Flor.
- Duração: 110 minutos
- Site: www.donafloreseusdoismaridos.com.br
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Últimos Comentários
FABIANA DE CAMPOS GRISOSTE em Concurso Bom de Humor na Vip
TOH MUITO TRISTE, POIS ACHO QUE PERDI UMA AMIZADE MARAVILHOSA.......FABIANA GRISOSTE em Concurso Bom de Humor na Vip
TOH MUITO FELIZ POIS TENHO AMIGOS MARAVILHOSOS, TENHO ATÉ ORGULHO...

